Seminário de Educadores da Rede IVG
Um espaço de formação, articulação e mobilização institucional
Realizado em julho de 2025, no Teatro do CEMJ, em Florianópolis, o Seminário de Educadores da Rede IVG constituiu-se como um espaço de formação, articulação e mobilização institucional. Estruturado em blocos formativos, o encontro integrou diferentes linguagens e abordagens — como mesas temáticas, apresentações culturais e compartilhamento de práticas — em torno do tema “reflorestar”, compreendido como uma metáfora para repensar o fazer educativo a partir dos territórios, das relações e das potências coletivas.
Com a participação de educadores, equipes técnicas e jovens das organizações da Rede, o seminário foi marcado pela diversidade de vozes e pela valorização dos saberes produzidos nos territórios. Mais do que um evento pontual, consolidou-se como um espaço de construção coletiva de conhecimento, escuta e fortalecimento da identidade da Rede IVG.
Mesas temáticas
Reflorestar o urbano a partir da potência dos territórios: a cidade como território educativo
Com Elson Pereira e Jaqueline Andrade, mediada por Júlia Ifa, a mesa de abertura estabeleceu o território como eixo central de leitura do seminário. A discussão destacou a cidade não apenas como cenário, mas como espaço educativo vivo, marcado por desigualdades, mas também por potências, saberes e práticas construídas nas periferias. Ao trazer o território como ponto de partida, a mesa convidou à reflexão sobre como reconhecer, valorizar e potencializar as experiências locais como dimensões fundamentais dos processos educativos.
Reflorestar o sensível: o fazer pedagógico na cotidianidade
Com Taís Romero, mediada por Rodrigo Ludwig e Chaiane Schendroski, coordenadores pedagógicos das escolas sociais Maristas, a segunda mesa deslocou o foco para o cotidiano das práticas educativas. O debate enfatizou a dimensão sensível do trabalho pedagógico, abordando aspectos como escuta, vínculo, presença e intencionalidade no encontro com crianças e adolescentes. Ao tratar o “reflorestar” como um gesto cotidiano, a mesa evidenciou que a transformação também se dá nas pequenas práticas, nos modos de relação e na construção de ambientes educativos mais humanos e acolhedores.
Reflorestar o coletivo: a potência da periferia
Com Benilda Brito, a mesa de encerramento retomou e aprofundou a dimensão política do seminário, reconhecendo a periferia como espaço de produção de conhecimento, cultura e transformação social. A fala trouxe à centralidade temas como justiça social, equidade racial e protagonismo comunitário, reafirmando a luta antirracista como elemento estruturante dos processos educativos. Ao enfatizar a potência coletiva dos territórios, a mesa consolidou o seminário como um espaço de afirmação da periferia enquanto lugar de criação, resistência e construção de futuros possíveis.
IVG Talks
Os IVG Talks constituíram um dos principais espaços de valorização e circulação de práticas desenvolvidas pelas organizações da Rede IVG, conectando o tema do seminário às experiências concretas dos territórios. Mais do que apresentações, configuraram-se como uma estratégia de fortalecimento institucional, ao reconhecer educadores e educadoras como produtores de conhecimento e protagonistas dos processos formativos.
Ao transformar experiências locais em conhecimento compartilhado, os IVG Talks contribuíram para a ampliação de repertórios, a qualificação das práticas pedagógicas e o fortalecimento da atuação em rede, promovendo uma dinâmica de troca que consolida o saber como construção coletiva.
Metodologia PequenoZen
A experiência Metodologia PequenoZen – o Yoga como instrumento pedagógico, apresentada por Andreia Costa, demonstrou o potencial das práticas corporais e de atenção plena no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, contribuindo para aspectos como concentração, equilíbrio emocional e bem-estar no ambiente educativo.
Organização: Marista Lucia Mayvorne


Chama pra Luta
Na perspectiva do protagonismo juvenil e da mobilização social, a experiência Chama pra Luta – Missão G2, conduzida por Maria Carolina Beltran e Cavine Ribeiro, destacou estratégias de engajamento de jovens em processos coletivos, fortalecendo a participação ativa e a construção de identidade nos territórios.
Organização: CEDEP
Livros que Inquietam
Já a iniciativa Livros que Inquietam, apresentada por Tiago Gonçalves, trouxe a leitura como ferramenta de reflexão crítica e formação de pensamento, evidenciando o papel da mediação literária na ampliação de repertórios e na construção de sujeitos mais conscientes e questionadores.
Organização: ACAM


Jogos Teatrais e Dança
Por fim, a experiência Jogos Teatrais e Dança, compartilhada por Jean Carlo de Castro, ressaltou a potência das linguagens artísticas no desenvolvimento motor, social e crítico, demonstrando como o corpo, o movimento e a expressão contribuem para processos educativos mais integrados e significativos.
Organização: Associação João Paulo II
Outras apresentações especiais
A programação foi complementada por momentos que ampliaram o alcance formativo do seminário, integrando cultura, repertório e participação ativa da Rede. Entre eles, destacou-se o bloco “Reflorestar o imaginário”, com as convidadas Silvana Mindu, Priscila Freitas e Bruna Kadletz, que trouxeram contribuições voltadas à ampliação do olhar pedagógico, articulando cultura, ancestralidade e práticas educativas.
A abertura com poema slam e as intervenções artísticas ao longo do encontro reforçaram a presença das linguagens culturais como parte da experiência, tensionando e expandindo as formas tradicionais de formação.
Outro elemento relevante foi a participação dos jovens bolsistas Sharoll, Leonardo e Raissa, que compartilharam suas trajetórias e perspectivas, inserindo no centro do seminário as vozes daqueles diretamente impactados pelas ações da Rede.















