Programa Pode Crer

O acesso desigual à educação complementar, à tecnologia, à inovação e às oportunidades de inserção profissional ainda representa um dos principais desafios enfrentados por crianças, adolescentes e jovens que vivem em territórios periféricos brasileiros. Em muitos contextos, essas desigualdades limitam trajetórias educacionais, reduzem perspectivas de futuro e aprofundam processos históricos de exclusão social.

Foi diante dessa realidade que o IVG, em parceria com empresas e instituições apoiadoras, criou, em 2021, o Programa Pode Crer. A iniciativa nasceu com o propósito de promover desenvolvimento integral para juventudes periféricas por meio da educação tecnológica, da inovação social e da formação cidadã, reconhecendo crianças, adolescentes e jovens como sujeitos de direitos, protagonistas de suas trajetórias e agentes de transformação social.

O Pode Crer articula atividades formativas no contraturno escolar, integrando competências tecnológicas, criativas, socioemocionais e profissionais. E, desta forma, busca ampliar horizontes, fortalecer vínculos comunitários, estimular o pensamento crítico e criar condições concretas para o acesso digno ao trabalho, ao ensino superior e às oportunidades ligadas à economia contemporânea.

ODS Impactado: 4 Educação de Qualidade

Meta: Até 2030, aumentar substancialmente o número de jovens e adultos que tenham as competências necessárias, sobretudo técnicas e profissionais, para o emprego, trabalho decente e empreendedorismo.

Adolescentes e jovens participam do Torneio de Robótica Pode Crer no IFSC Florianópolis, programando e testando robôs em uma arena temática sobre sustentabilidade.

Público Atendido

Em 2025, o Pode Crer atendeu 289 pessoas, impactando diretamente 248 famílias da Grande Florianópolis. Os participantes residem majoritariamente em bairros periféricos dos municípios de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu, com destaque para territórios como Monte Cristo, Serraria, Jardim Atlântico, Praia João Rosa, Ponte do Imaruim, Barreiros, José Mendes, Bom Viver e Jardim Zanellato.

Embora o perfil do público revele um conjunto de vulnerabilidades sociais e econômicas, a potência criativa, intelectual e comunitária das juventudes reforçam a importância de iniciativas voltadas à inclusão educacional e tecnológica.

Contexto econômico:

Embora 66,47% das famílias possuam vínculo formal de trabalho, há presença significativa de desemprego, informalidade, trabalho autônomo e microempreendedorismo como estratégias de sobrevivência. A renda média mensal per capita do público atendido em 2025 foi de aproximadamente R$ 537,00.

No último ano, foram:

289

participantes

54%

do público é feminino

63%

estão no Ensino Fundamental

14 e 17 anos

é a faixa predominante

71%

são negros

Trilhas Formativas

Consistem em espaços permanentes de articulação e aprendizagem coletiva, organizados em áreas estratégicas da Rede, como Administrativo, Captação de Recursos, Comunicação, Pedagógico, Incidência e Gestão e Inovação. Ao longo do ano, os grupos se reúnem para aprofundar temas, desenvolver soluções de forma colaborativa e fortalecer práticas institucionais, contribuindo para a qualificação da gestão e para o fortalecimento do trabalho em rede.

Trilha 1

Introdução à tecnologia, criatividade e protagonismo

Voltada a crianças e adolescentes de 11 a 17 anos, na Associação João Paulo II.

Essa trilha busca estimular o interesse pela aprendizagem tecnológica desde cedo, promovendo experiências que integrem criatividade, raciocínio lógico, convivência coletiva e desenvolvimento socioemocional.

Trilha 2

Desenvolvimento de habilidades técnicas e sociais

Para adolescentes acima dos 14 anos, no Espaço IVG (Centro Cultural Anastácia).

O principal objetivo é fortalecer competências técnicas, criativas e humanas, preparando adolescentes e jovens para acessar oportunidades de educação, empregabilidade e participação social de forma mais qualificada.

Trilha 3

Inserção produtiva e ampliação de oportunidades

Voltada a jovens a partir dos 17 anos, no Espaço IVG (Centro Cultural Anastácia).

Seu principal objetivo é ampliar as condições de autonomia, geração de renda e continuidade educacional dos jovens participantes, fortalecendo trajetórias profissionais mais dignas e sustentáveis.

Resultados e impactos alcançados

esde sua criação, em 2021, o Pode Crer vem consolidando uma metodologia de educação tecnológica e inovação social voltada às juventudes periféricas da Grande Florianópolis.

Entre 2021 e 2025, os resultados acumulados do programa incluem:

1.798

participantes atendidos

52

jovens que acessarama universidades e institutos federais

357

adolescentes e jovens encaminhados ao mercado de trabalho

Acesse o novo relatório social e saiba mais:

Projetos Especiais

Consistem em espaços permanentes de articulação e aprendizagem coletiva, organizados em áreas estratégicas da Rede, como Administrativo, Captação de Recursos, Comunicação, Pedagógico, Incidência e Gestão e Inovação. Ao longo do ano, os grupos se reúnem para aprofundar temas, desenvolver soluções de forma colaborativa e fortalecer práticas institucionais, contribuindo para a qualificação da gestão e para o fortalecimento do trabalho em rede.

Fórum das Juventudes

O Fórum das Juventudes reúne adolescentes e jovens das periferias da Grande Florianópolis para debater temas como tecnologia, direitos, cultura, território e participação social. O encontro fortalece o protagonismo juvenil por meio de rodas de conversa, oficinas e metodologias participativas, estimulando a construção coletiva de propostas e reflexões. O projeto compreende a tecnologia como ferramenta de cidadania, participação democrática e transformação social.

Hackathon Pode Crer

Com o lema “A Tecnologia é Nossa”, o Hackathon Pode Crer promove uma imersão tecnológica voltada às turmas avançadas do programa. A iniciativa estimula criatividade, inovação e resolução colaborativa de problemas reais das periferias, por meio do desenvolvimento de protótipos e soluções tecnológicas. O projeto fortalece competências digitais, pensamento crítico, trabalho em equipe e protagonismo juvenil.

Torneio de Robótica

Realizado em parceria com o IFSC e apoio da FRC5800 Magic Island, o torneio utiliza a robótica educacional como ferramenta de aprendizagem prática, inovação e trabalho em equipe. Inspirada na First Lego League (FLL), a iniciativa propõe desafios ligados à realidade da Grande Florianópolis, estimulando criatividade, sustentabilidade e resolução de problemas. O projeto democratiza o acesso à tecnologia e fortalece o protagonismo juvenil.

Contatos:

Tainara Lemos — Coordenadora de Programas

48 9 9133-5314

tainara@redeivg.org.br

Gelson Nezi — Coordenador de Projetos Sociais

48 9 8860-2205

gelson@redeivg.org.br